Museus de São Paulo
PARTICIPANTES:
Cleusi Jacyntho
Glayde Romano Crivelaro
Marcia Tanaka
Maria Cristina Chmielewski
Maria José Gomes
Tereza Maria Santos
AGRADECIMENTOS
Agradecemos a Dra.Claudia Ajzen nossa coordenadora e orientadora pela oportunidade de participarmos deste trabalho possibilitando novos conhecimentos, motivando-nos com mais este desafio.
Ao Prof. Eustáquio Ornelas Junior o nosso carinho e gratidão pelos incentivos e considerações em nosso trabalho, contribuindo com seus conhecimentos do tema.
Às famílias nossas considerações pela acolhida.
APRESENTAÇÃO DO GRUPO:
O nosso grupo é composto por:
- Cleusi Jacyntho Aposentado, formação: segundo grau, trabalhou durante 25 anos como motorista de diretoria de empresas.
- Glayde Romano Crivelaro Aposentada, formada em Matemática trabalhou 24 anos na VASP como atendente, controladora e encarregada de controle de reservas. Casada tem dois filhos e um neto. Gosta muito de ir a shows, teatro, viajar e sair com amigas.
- Marcia Tanaka Aposentada, formada em Serviço Social e Pedagogia, trabalhou 40 anos em empresas, atualmente: freelance em Serviço Social.Pós-graduada pela Escola Paulista de Medicina em Enfermagem Pediátrica.Casada, dois filhos um rapaz com 38 e moça com 33 anos, avó feliz de um menino, adora: viajar, passear, dançar e ir a restaurantes.
- Maria Cristina Chmielewski Aposentada, formada em Administração de Empresas – FEA-USP, com pós-graduação em O&M e Análise de Sistemas trabalhou por 25 anos na área de Processamento de Dados como analista de sistemas e gerente de CPD migrando depois para o ensino da língua inglesa e em seguida para a função de tradutora/intérprete em empresa de importação. Atualmente dá aulas particulares de Inglês. Tem duas filhas Patrícia de 39 anos e Carolina de 30 anos e dois netos gêmeos que completaram 14 anos. Gosta de cozinhar, ouvir música, teatro, cinema e sair com amigas.
- Maria José Gomes Empresária com atividade própria no ramo imobiliário, formada em Psicologia, casada tem 3 filhos. Gosta de viajar, teatro, cinema, shows e reunir com as amigas para um bom bate-papo.
- Tereza Maria Santos Aposentada, formação: Psicologia na Faculdade Paulistana trabalhou 28 anos no Banco Itaú em algumas áreas sendo a última no setor de Cobrança. Gosta de teatro, cinema, fazer atividade física, viajar e reunir com as amigas.
SUMÁRIO
1 – Introdução ------------------------------------------------------------------------------- 06
2 – Justificativa ------------------------------------------------------------------------------ 10
3 – Objetivo Geral -------------------------------------------------------------------------- 11
4 – Objetivos Específicos ---------------------------------------------------------------- 11
5 – Metodologia -----------------------------------------------------------------------------12
6 – Discussão -------------------------------------------------------------------------------13
Estrutura e funcionamento ------------------------------------------------------ 13
Plano Diretor ------------------------------------------------------------------------ 13
Aquisição e documentação ----------------------------------------------------- 14
Conservação e restauro --------------------------------------------------------- 14
Museus mais visitados no Brasil ---------------------------------------------- 16
Museu Nacional ------------------------------------------------------------------- 18
Museu do Amanhã ---------------------------------------------------------------- 25
Instituto Inhotim-------------------------------------------------------------------- 33
Museus de São Paulo com algumas de suas obras --------------------- 42
Pinacoteca -------------------------------------------------------------------------- 42
Museu de Arte de São Paulo (MASP) --------------------------------------- 48
Museu de Arte Moderna (MAM) ----------------------------------------------- 57
Museu de Arte Contemporânea (MAC) ------------------------------------- 65
Museu de Arte Sacra ------------------------------------------------------------- 73
Museu Afro Brasil --- ------------------------------------------------------------- 79
Museu do Ipiranga ---------------------------------------------------------------- 83
Recursos necessários quanto à manutenção e prevenção de acidentes nos museus ------------------------------------------------------------- ---------------------88
7 – Conclusão ------------------------------------------------------------------------------- 91
8 – Referência ------------------------------------------------------------------------------- 93
Apêndice Relação dos museus de São Paulo contendo sua localização, dias de visitação, gratuidade.
1 - INTRODUÇÃO
Este trabalho trata se de um esboço sobre os MUSEUS, apresentando uma visão geral, situando-os no Brasil. Entretanto, faz-se necessário apresentar alguns aspectos importantes para iniciarmos o assunto.
Para tanto definiremos Museu segundo International Council of Museums (ICOM, 2001), "uma instituição permanente, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público e que adquire, conserva, investiga, difunde e expõe os testemunhos materiais do homem e de seu entorno, para educação e deleite da sociedade".
Os museus tiveram origem no hábito humano do colecionismo, que nasceu junto com a própria humanidade. Desde a Antiguidade remota o homem, por infinitas razões, coleciona objetos e lhes atribui valor, seja afetivo, cultural ou simplesmente material, o que justifica a necessidade de sua preservação ao longo do tempo. Milhares de anos atrás já se faziam registros sobre instituições vagamente semelhantes ao museu moderno. Entretanto, somente no século XVII se consolidou o museu mais ou menos como atualmente o conhecemos.
Depois de outras mudanças e aperfeiçoamentos, hoje os museus deixaram de ser passivos acúmulos de objetos para assumirem um papel importante na interpretação da cultura e na educação do homem, no fortalecimento da cidadania e do respeito à diversidade cultural, e no incremento da qualidade de vida.
Para uma compreensão do assunto é interessante trazer a história e a origem dos museus.
Apesar da origem clássica da palavra museu - do grego mouseion - a origem dos museus como locais de preservação de objetos com finalidade cultural é muito mais antiga. Desde tempos remotos o homem se dedica a colecionar objetos, pelos mais diferentes motivos. Os homens primitivos já reuniam vários tipos de artefatos, como o provam achados em tumbas.
Mais adiante, em Ur (cidade da Mesopotâmia), os reis Nabuconodosor e Nabonido se dedicaram à coleção de antiguidades, e outra coleção era mantida pelos sacerdotes anexa à escola do templo, e onde cada obra era identificada com uma cartela, semelhante ao sistema expositivo atual.
Na Grécia Antiga o museu era um templo das musas, Esses templos, bem como os de outras divindades, recebiam muitas oferendas em objetos preciosos ou exóticos, que podiam ser exibidos ao público mediante o pagamento de uma pequena taxa.
Os romanos expunham coleções públicas nos fóruns, jardins públicos, templos, teatros e termas. No oriente, onde o culto à personalidade de reis e heróis era forte, objetos históricos foram coletados com a função de preservação da memória e dos feitos gloriosos desses personagens.
Ao longo da Idade Média a noção de museu quase desapareceu, mas o colecionismo continuou vivo. Outras coleções se formaram com objetos ligados ao culto cristão, acumulando-se em catedrais e mosteiros quantidades de relíquias de santos, manuscritos iluminados e aparatos litúrgicos em metais e pedras preciosas.
No Renascimento, ressurgiu o colecionismo privado através de grandes banqueiros e comerciantes, integrantes da burguesia em ascensão, que financiavam uma grande produção de arte profana e ornamental e se dedicavam à procura de relíquias da Antiguidade.
O surgimento das primeiras instituições museológicas no Brasil data do século XIX. Entre as iniciativas culturais de D. João VI está a criação, em 1818, do Museu Real, atual Museu Nacional, cujo acervo inicial se compunha de uma pequena coleção de história natural doada pelo monarca.
Na segunda metade dos oitocentos, foram criados os museus do Exército (1864), da Marinha (1868), o Paranaense (1876), do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia (1894), destacando-se, neste cenário, dois museus etnográficos: o Paranaense Emílio Goeldi (1866) e o Paulista, conhecido como Museu do Ipiranga (1894).
O museu moderno
No século XIX o museu continuou sua transformação, expandindo seus horizontes para incluir novas categorias e temas, e progressivamente abandonando o simples colecionismo para enfatizar a exibição e catalogação rigorosamente sistemáticas, tendência iniciada na Alemanha e Suíça, onde se introduziram experimentos de exibição sistematizada abrangendo vastos períodos históricos, possibilitando ao público percorrer roteiros que ofereciam panoramas de toda a história e cultura da humanidade, ao mesmo tempo em que reservavam seções para apresentação das mais recentes conquistas da ciência e tecnologia.
No século XIX firmaram-se dois modelos de museus: o Museu do Louvre em Paris (1793), surgido do movimento científico, voltados para a pré-história, a arqueologia e a etnologia, a exemplo do Museu Britânico em Londres (1759).
No Brasil, os museus enciclopédicos voltados para diversos aspectos do saber e do país predominaram até as décadas de vinte e trinta do século XX, quando entraram em declínio como no resto do mundo.
A questão da nação, no entanto, ganharia evidência museológica, no Brasil, somente a partir da criação em 1922, do Museu Histórico Nacional (MHN). Marco no movimento museológico brasileiro, como observa Regina Abreu (Síndrome de Museus) o MHN rompeu com a tradição enciclopédica, inaugurando um novo modelo de museu consagrado à história, à pátria, destinado a formular através da cultura material, uma representação da nacionalidade. Este foi organizado com o objetivo de educar o povo, para conhecimento de fatos e personagens do passado.
O Museu Histórico Nacional acabou constituindo-se em órgão catalisador dos museus brasileiros, cujo modelo foi transplantado para outras instituições. Contribuiu para isso a instalação do curso de museologia que funcionou no próprio MHN entre 1972 e 1979 formando profissionais que atuam na área em todo o país.
Além do curso de museologia, o surgimento de novos museus do país contou, ainda, com a atuação decisiva do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), fundado em 1937, vinculado ao Ministério da Educação e Saúde, por meio da lei nº 378.
Denominado atualmente de Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN),responsável pela preservação e divulgação do patrimônio material e imaterial do país.Buscando a preservação dos tesouros da cultura nacional.
Contemporaneidade
As práticas colecionistas antigas eram caracterizadas acima de tudo por uma postura passiva diante da sociedade, seguindo critérios aquisitivos e administrativos vagos e em muito arbitrários, que vigoraram até meados do século XX. Nesta altura os museus entraram em uma séria crise conceitual. Como disseram Chagas & Chagas, passou-se a criticar "o caráter aristocrático, autoritário, acrítico, conservador e inibidor dessas instituições, consideradas como espécie em extinção e, por isso mesmo, apelidada de 'dinossauros' e de 'elefantes brancos'”. A partir dos anos 70 e 80, houve um impulso na reformulação conceitual. Foi uma revolução na concepção do museu publico e como a fundação de museologia moderna.
A definição do que é um museu, de fato, e em especial o que deve ser um museu do século XXI, é complexa e permanece envolta em grande controvérsia.
Já existe inclusive uma corrente que afirma que o mundo é todo ele um vasto museu, explodindo as definições que confinam o museu a uma instituição localizada no tempo-espaço e passando a ver toda a vida e civilização humanas como passíveis de musealização. Outros chegam a duvidar que o museu tenha um lugar em nosso futuro, entretanto, surgem dezenas de novos museus todos os meses ao redor do mundo, predominando os de arte contemporânea, antropologia e ciência. Com o advento da internet e dos processos computadorizados, o museu pôde inclusive se catapultar para o ciberespaço e a realidade virtual. Não bastasse já se discute até o conceito de um “Museu do Futuro”.
O Brasil, que no início do século passado tinha apenas 12 museus, chega ao fim da primeira década do século 21 com 3.025 instituições desse tipo. A informação consta na publicação Museus em Números, editada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), do Ministério da Cultura, no Museu da República, no Rio de Janeiro.
Os números trazem informações que revelam a importância dos museus na vida cultural do país. O Brasil tem mais museus que salas de cinema (2.098) e teatros (1.229),
Apesar do número expressivo, a maioria dos museus ainda está concentrada nas capitais e nas regiões Sudeste e Sul. As três metrópoles mais populosas também abrigam os maiores acervos: São Paulo, com 132 museus, Rio de Janeiro, com 124, e Salvador, com 71.
Segundo o estudo do Ibram, 67,5% dos museus brasileiros são dedicados à história, 53,4%, às artes visuais, e 48,2% à imagem e som.
Pelas projeções do cadastro do Ibram, em 2009, os museus brasileiros foram visitados por cerca de 82 milhões de pessoas. A maioria das instituições (67,2%) é pública, e 79,7% delas não cobram ingresso, quer sejam públicas ou privadas.
Dada a quantidade de museus existentes, por opção definimos apresentar alguns mais conhecidos por suas características peculiares.
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